Por Christopher Toh (17/12/2009)
Esse tem sido um grande ano para a cantora Britânica de 22 anos, Joss Stone, mais conhecida pelo seu estilo livre e tranqüilo, aparentemente perdeu essa tranqüilidade no começo desse ano quando sua gravadora EMI adiou o lançamento do seu álbum, Colour Me Free.
E quando ele foi finalmente lançado, a capa original do álbum – que mostrava Joss toda espremida dentro de uma caixa – foi trocada pela gravadora em alguns países pois aquela imagem era considerada “ofensiva” a nova capa tinha só o nome de Joss e do álbum.
Chegou num ponto em que para promover seu álbum, que foi gravado no ano passado, Joss decidiu fazer pequenos shows para apresentar suas novas músicas.
Alguns diziam que tudo isso era parte de sua briga com a EMI, que no começo desse ano se recusou a livrá-la de seu contrato com eles, mesmo quando ela concordou em abrir mão do dinheiro que eles tinham dado a ela. E aparentemente, o título do álbum reflete essa briga.
Se é ou não o caso, uma coisa é certa: com o Colour Me Free, Joss Stone mostrou mais uma vez porque vem sendo aclamada pelos críticos como a nova promessa do soul Britânico, a sucessora de Dusty Springfield.
Também dizem que Colour Me Free, que tem participações especiais de artistas como Jeff Beck e Nas, é o seu melhor trabalho até agora. Com o álbum finalmente nas lojas, Joss está ansiosa para voltar a fazer o que faz de melhor: fazer música para seu público.
Qual o significado do título do álbum?
Ele iria se chamar “Free?” (”Livre?”) com ponto de interrogação, e depois pensei que talvez as pessoas não fossem entender. Pode ser interpretado de várias formas se você coloca só uma palavra, é melhor evitar fazer desse jeito.
Então a razão desse titulo, “Colour Me Free” (numa tradução livre “Me colora livremente”), é a capacidade de se tornar livre através da arte. Isso é o que sou como pessoa também – livre e feliz. E eu faço isso através das cores e de sons, da beleza, na vida e luz.
Como foi o processo de gravação?
Foi muito rápido! Eu estava em Devon, compondo com Jonathan Shorten e Connor Reeves, os dois produtores e compositores do álbum, e acho que eles são uma inspiração.
Então acordei um dia e disse “Vamos fazer um álbum”, e no dia seguinte minha banda chegou e improvisamos esse pequeno estúdio e alugamos os equipamentos e terminamos o álbum em uma semana. Essa foi a parte principal.
É muito cru, real e ao vivo e foi escrito e gravado no mesmo momento.
Então você construiu um estúdio em casa?
O estúdio tinha basicamente um microfone, um computador e alguns alto falantes. E eu disse:
“Bem, nós podemos fazer um álbum aqui.” Mas não acho que as pessoas acharam que eu estava falando sério até o terceiro dia de gravação. Acho que eles pensavam que estávamos só gravando demos e compondo.
Os produtores, Jonathan e Connor, estavam na cozinha da minha mãe, e eles me olharam e disseram: ” Joss, não podemos fazer isso, é impossível. Não temos equipamentos, blah blah blah.” E eu respondi: “Tudo é possível. Não sejam bobos!”
E aconteceu, acho que a qualidade do álbum está boa! Você não precisa de um grande estúdio e milhões de dólares! Você só precisa de música… e microfones!
Falando do processo de criação, qual a diferença do Colour Me Free para o Introducing Joss Stone?
Introducing era minha obsessão por muito tempo. Porque eu não tinha controle absoluto antes… e naquela época eu pude escolher o produtor e compor todas as músicas. Não sei se isso foi algo bom ou ruim, mas eu gostei muito de ter feito.
Nesse álbum, eu só queria cantar com minha banda como nos shows, eu adoro cantar ao vivo. Nós fazemos música e criamos coisas o tempo todo e eu pensei “Porque não fazemos isso?” Não teve uma organização durante o processo, nós só tocamos e cantamos.
O que você faz quando não está fazendo música?
Quando não estou fazendo música, eu pinto, cozinho, limpo e faço pias. Eu fiz uma pia para o banheiro da minha mãe um dia desses, essa era uma grande missão e eu consegui completar. É muito legal, gosto de colocar a mão na massa as vezes, gosto de fazer decoração é muito divertido.
Qual é a melhor parte em ser a Joss Stone?
Eu posso fazer música com grandes músicos, conheci pessoas que sempre me inspiraram, é maravilhoso. Eu não toco nada e não posso fazer música sozinha. Se eu não tivesse esse trabalho, se não tivesse a vida que tenho, não seria possível fazer tudo isso.
Não poderia pagar por isso. A não ser que eu pudesse formar uma banda na escola ou algo do tipo, e mesmo assim não seria o mesmo! Não poderia tocar com o Jeff Beck, por exemplo.
Eu tenho muita sorte. Não sei, mas eu abriria mão de tudo para fazer a música que faço, e foi o que eu fiz e faria de novo.
E tem algo de ruim?
Há desafios na vida para todo mundo, não importa qual seja seu emprego. Mas acho que o desafio especifico para o que eu faço é continuar forte o suficiente na sua personalidade e espírito, lidar com um país, uma nação inteira te odiando. É algo estranho de lidar.
Mas se você está fazendo algo que milhões de pessoas no mundo gostam então você pode também fazer algo que é detestado por outras milhões de pessoas (risos).
Então você só deve ser muito, muito cuidadosa, e é o que eu não sou. Não quero pisar em cascas de ovo, então isso é um desafio.
fonte: http://www.channelnewsasia.com/